O Pacto Social, as Cigarras e as Formigas

Enquanto não chegarmos a um compromisso em que todas as partes assumam o erro, o clima de paz social não vai ser estabelecido. É preciso que o povo (todos, os que andam com imensa vontade de andar na rua em manifs e os outros. Todos) entenda que tem culpas, que andou a receber ordenados acima do que produziu e que gastou muito mais do que podia ou devia durante anos.

É preciso que gestores e patrões assumam que não souberam gerir, que usaram mal os fundos que lhes caíram no colo e que se preocuparam mais em ter casas megalómanas e em encher a marina de Vilamoura de barcos do que em tornar as suas empresas rentáveis.

E é preciso que o Estado reconheça que andámos nas mãos de imbecis durante 30 anos (que agora aparecem transvestidos de salvadores da Pátria), que andaram a oferecer borlas que agora devem ser cobradas e, acima de tudo, que reconheçam que ali estão para um bem que não é o deles, nem dos amigos deles, mas de todos (e deles inclusivé).

Sem isto, uma verdadeira utopia, não vamos a lado nenhum.

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Uma resposta a O Pacto Social, as Cigarras e as Formigas

  1. madalena santa-marta diz:

    venho aqui várias vezes reler-te, para me acalmar, acreditas?

    *

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